16 de julho de 2014

Em modo de preparação I

Continuando a preparação para a aventura Marrocos 2014, estou agora em modo de listagens de coisas essenciais a levar.

O meu caderno que viajou até terras marroquinas em 2012 vai acompanhar-me novamente, mas desta vez com actualizações profundas! 

O percurso será de mais dias, portanto, implicará em:
- + dormidas;
- + comida;
- + roupas;
- + acessórios no geral (coisas de mulheres).

Além disto, vai pelo menos mais um jipe connosco, mais um casal, logo mais um quarto!
Portanto, a logística dos hotéis / albergues / riad`s / casinhas ou casotas de dormir também tem que ser vista de outra forma, mais cuidada até, porque há locais no sul de Marrocos que só têm 2 quartos para dormir...são tipo anexos, dos anexos das casas particulares! Enfim... marroquinices :)

E assim cá vou indo, empenhada na minha tarefa de organização logística!

As fotos prometidas dos novos locais por onde vamos passar não estão esquecidas. O tempo é que tem sido pouco para fazer tudo aquilo que há para fazer!





30 de junho de 2014

Meio Ano deste 2014 já passou

Termina o mês de Junho e os preparativos da expedição a Marrocos recomeçam.
Aliás, nunca estiveram parados, no entanto, a parte da logística das dormidas (que é a minha parte) estava assim meio que adormecida.

Estive ontem a ver o Google Earth e o Google Maps para verificar os tracks e as cidades por onde vamos passar e onde estamos a pensar dormir.

Fiquei tão impressionada que nem vos digo, nem vos conto!

Apesar dos primeiros 2 / 3 dias de viagem serem muito idênticos à outra viagem, já que vamos directos a Merzouga, ao deserto de Erg Chebbi, o resto da viagem depois desta passagem será toda ela uma experiência completamente nova para todos.

Curiosos?
Brevemente coloco umas imagens de locais interessantes, bonitos e até arrepiantes de cidades, localidades e lugares de nada por onde a caravana vai passar…


aTTé breve J



7 de maio de 2014

Nostalgia

Vou participar num concurso de fotografia, interno, da minha empresa.
Os temas são Pessoas e/ou Paisagens.

Que fazer?!

Ver a pasta das 5 mil fotografias de Marrocos e escolher algumas.
Posso concorrer com um número indeterminado de imagens. 
E apesar desta facilidade, a escolha está difícil.

No entanto, este post é mesmo só para vos dizer que o que senti mesmo foi nostalgia aos rever estas fotografias.
E saudades. Muitas saudades daquela terra. Daquelas gentes.

Confesso que caiu uma lágrima ao olhar para os sítios onde passámos.
Acho que quase 2 anos depois de lá ter estado, ainda descubro fotografias nas minhas pastas que nunca tinha visto.

Deixo a imagem que me marcou hoje. Porquê?
Porque lá é mesmo assim que eles conduzem...

Meu Marrocos.
Saudades. Essencialmente saudades...



11 de abril de 2014

Não é um jipe....é O JIPE...

Já escrevi acerca desta viagem que fizemos em 2012 várias vezes..
Em pormenor ou apenas superficialidades.

Falei do tempo que fazia em Tarifa, em Tânger ou em Zagora.
Falei também da cultura marroquina.
Falei ainda de hábitos estranhos naquele país e de peripécias que vivemos durante 7 dias.

Contudo, tenho que falar de algo realmente importante e que nunca mencionei especificamente.

Algo que se não existisse e não tivesse tido o comportamento, o desempenho, a prestação exemplar, possivelmente a alegria com que tenho escrito sobre esta expedição não seria a mesma.
Sim.
Estou obviamente a falar dos jipes que nos levaram, nos guiaram, nos trouxeram, nos acompanharam diariamente sem acusar cansaço...

No entanto, para primeiro post sobre veículos, vou ter, como é óbvio, de falar do meu. Do nosso.
Land Rover Defender 90 -- Matricula de Novembro de 1998 - 16 anos...um adolescente em crescimento!



Serei sempre suspeita ao falar deste carro.
Não só pelo carisma da marca. Não só pelo fascínio por este em especial.
Mas sim por tudo o que já vivi como co-piloto, navegadora, namorada, amiga, mulher e até mesmo como condutora.
Não só porque eu desde pequena tinha um sonho de um dia ter um jipe. 
E este não é um jipe. É "O JIPE".

E com o braço esquerdo sempre de fora da janela.
E os pedais meio desalinhados com a nossa postura de condução.
E os bancos que fazem uns ruídos estranhos.
Ruídos estes que se entranham e passam a normalidade

No entanto, devo dizer que:
Não são problemas. Não são dificuldades. Não são ruídos nem arreliações. 
São singularidades de um carro único.

E, assim sendo, não posso deixar de o admirar.

Admiro-o como se tivesse até personalidade própria.
Admiro-o por nos acompanhar sempre que precisamos dele.
Admiro-o ainda por ter 230 mil km, ter andado cerca de um ano com a junta da cabeça queimada e a única queixa era "sede". Perdia água. Mas nunca nos deixou "a pé" por isso.

Admiro-o porque chegam as férias de verão e está sempre pronto para mais uma aventura.

Admiro-o essencialmente porque quando penso nele, penso automaticamente em todos os locais onde já me levou, a locais onde pouca gente em Portugal tem acesso, quer sejam praias mais escondidas, quer seja por serras de norte a sul do país!

E admiro-o ainda mais porque a todos os locais onde me levou, me trouxe sempre de volta a casa...

E, por mais anos que passem, por mais que a velhice se vá aproximando e subir para ele se torne mais complicado, será sempre o carro número UM do Daniel.

One life, live it!!

17 de fevereiro de 2014

Pas de probléme...

Quanto mais os dias passam deste ano de 2014, mais a vontade cresce de visitar novamente terras marroquinas.

Principalmente depois de um fim de semana com um grupo de amigos mais chegados e que alguns deles nos acompanharão nesta aventura até lá abaixo novamente, depois destes domingos de passeios pelo nosso belo Portugal, mais vontade tenho de conhecer mais um bocadinho do deserto...e partilhar esses mesmos momentos com aqueles que fazem de mim uma pessoa melhor e acrescentam em mim mais valores, mais conhecimentos, mais de tudo!!

A cultura marroquina é intrigante. Mesmo já parte das cidades junto à costa estarem mais ocidentalizadas...mesmo assim, continuam a ser um país africano. Norte de África, é certo, mas sempre África...

Apesar do impacto da chegada a Tânger ter sido naquele dia muito chocante para todos, poucos dias depois já nada parece fazer confusão. Tudo lá parece normal.
Carros fora de mão; ultrapassagens em serras de curvas contra curvas; 2 filas de carros transformadas em 4 faixas, lado a lado, em plena cidade; motas no meio dos carros e carroças de cavalos a fazer razias a todos os veículos; não se pára em passadeiras; não se respeitam os sinais de STOP...tudo normal!
Como eles dizem: pas de probléme... que é uma espécie de "keep calm...tudo se resolve!!!

Penso que ter pisado as areias do Erg Chebbi (conhecido também como as Dunas de Merzouga), terá sido dos momentos mais marcantes da primeira expedição, embora nesta aventura tudo me tenha marcado de alguma forma.
Nunca mais a minha vida voltou a ser a mesma após esta aventura....
Crescemos, vivemos experiências únicas, organizámos e desfrutamos de 7 dias inteiramente por nossa conta, nós os seis e o Mundo à nossa espera! E sei que todos tínhamos medo desse Mundo desconhecido, que muitos falavam, mas que para nós fazia apenas parte da experiência dos outros e dos guias turísticos dedicados àquele país.

Neste momento já temos data prevista para a 2ª expedição a terras marroquinas, será para Novembro, mas nada ainda concreto... Mais perto da data falaremos do que tem que ser falado!

Vou gostar de voltar a partilhar mais estes dias marroquinos com mais estes 5 magníficos!!!

4 de dezembro de 2013

Poucos dias...afinal são 365!

Pois é.
Já não vamos a Marrocos.
Não vamos em Março, conforme estava mais ou menos agendado.
Mas vamos. Claro que vamos.

Por uma questão de logística e devido ao trabalho de alguns, este projecto teve que ser adiado.
Possivelmente iremos em Outubro de 2014.
É bom... mas falta tanto!!!
Logo agora que só faltavam cerca de 2 meses, afinal faltam 12!!!

Mas não faz mal...

A alegria com que iremos será a mesma ou maior, pois o tempo que falta agora é tanto, que a ansiedade vai aumentando todos os dias sempre mais um bocadinho.
Quando soube que não ia em Março, fiquei triste, confesso...mas é mesmo assim estes projectos.
Não foi cancelado, foi apenas adiado por uns dias...365 dias!
Continuamos a juntar os euros na garrafinha de litro e meio, continuamos a recolher roupas, brinquedos e outras coisas que queiram dar às crianças e adultos que mais necessitam em terras marroquinas.

Não estou triste por não ir já, mas tenho o coração mais pequenino por saber que ainda falta tanto tempo para lá voltar! 
Aquela terra de ninguém e de todos é mesmo assim: ou se ama ou se odeia! E eu amei lá ter estado e vou amar de igual forma ou mais ainda lá regressar.
O Deserto deixa marcas profundas na nossa pele, marcas que não saem com lavagens nem com o passar dos anos e do desgaste da vida! São lembranças que carregarei comigo a vida toda e que farei questão de partilhar com todos aqueles que me vão rodeando ao longo da minha caminhada pela vida.

Marrocos... depois de lá ir uma vez, a necessidade de voltar é maior do que eu! Adoro viajar, claro, mas esta experiência nesta aventura por terras desconhecidas, por caminhos incertos e pessoas diferentes de nós, culturas e hábitos novos, transformou-me. Transformou-me até numa pessoa melhor, confesso!

Marrocos é como um local para recarregar baterias, para reflexões, para aventuras, convívio. Há companheirismo, há alegria, saudades da nossa casa, da nossa terra, das nossas gentes, que ficam por cá com os corações mais apertados que os nossos tal é a ansiedade de receberem todos os dias noticias nossas, que tudo está a correr bem por lá!

Por agora, teremos que continuar apenas a sonhar com o regresso... Mas um ano passa depressa!
Tão depressa como pestanejar... ainda agora estou a escrever que falta muito, como em breve estarei a escrever que " é já amanhã a partida..."...

aTTé breve


7 de novembro de 2013

A poucos dias de lá voltar

Há medida que os dias passam e o calendário se aproxima do final do ano, Marrocos começa a ficar mais perto...
A partida está mais ou menos agendada para final de Fevereiro, início de Março, o que em tempo real
quer dizer que faltam cerca de 100 a 120 dias, mais dia menos dia.

O frio chega agora a Portugal e lembro-me do calor que sentimos no deserto em pleno mês de Novembro do ano passado quando lá chegámos. Era incrível aquela imagem das dunas a aproximarem-se de nós! 
Foi num dia Outono, ao final do dia, chegámos ao hotel e os camelos esperavam por nós.
A primeira experiência de pisar estas dunas foi única! E ainda para mais fazer o percurso de camelo!

Depois de dias e dias sempre debaixo de chuva, finalmente o sol brilhava com muita intensidade em Merzouga...

E foi assim o passeio de camelo pelas dunas do Erg Chebbi...



aTTé breve...

1 de novembro de 2013

Asilah

Nesta próxima expedição iremos passar por esta cidade, bastante curiosa e cheia de pormenores interessantes,

Talvez no regresso a Lisboa fiquemos aqui a dormir, ainda está em análise esta hipótese.

Fica a imagem do local e alguns dados curiosos.

aTTé breve...


Arzila (em francêsAsilah; em árabeأصيلةtransl.: Aṣīla) é uma cidade que se localiza na costa atlântica do norte de Marrocos, naÁfrica.
Foi uma possessão Portuguesa entre 1471 e 1550 e, novamente, entre 1577 e 1589.
Como parte da política de expansão ultramarina portuguesa, foi conquistada por Afonso V de Portugal (1438-1481), com uma poderosa armada (477 navios e 30 mil homens), a 24 de Agosto de 1471. Este episódio está ilustrado em três das chamadas Tapeçarias de Pastrana.
Em 1520 Manuel I de Portugal criou a feitoria de Arzila, e:

Para a sua defesa, o soberano criou a chamada Esquadra do Estreito.
Tal como a Tânger, Arzila recebeu famílias judias espanholas após 1490, para ali direcionadas pela Coroa Portuguesa, com o fim de colonização.
A partir de 1509, a sua fortificação foi ampliada e reforçada, com traça de Diogo Boitaca, que reconstruiu a alcáçova e a cerca amuralhada de seu porto, combinando elementos arquitetônicos tradicionais como a torre de menagem e a couraçada, com outros mais evoluídos, como os baluartes com canhoneiras da "Porta da Vila" e o da "Pata da Aranha".
A praça foi abandonada pelas forças portuguesas em 1550, após a conquista de Fez pelo Xarife saadiano Mohammed ech-Cheikh, em31 de Janeiro de 1549. Marrocos ficava agora unificado dobaixo do domínio de um só soberano, e a Praça-forte não poderia lutar muito tempo contra ele, segundo o rei D. João III, que preferiu guardar apenas Ceuta e Tânger.
Foi novamente ocupada de 1577 a 1589, na sequencia do desembarque de D. Sebastião para a falhada conquista de Marrocos.